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  skos:prefLabel "Microtesauro de Defesa Econômica"@pt-br ;
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cadethes:podereconomico
  ns0:IAO_0000119 "[REF] SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Editora Best Seller, 1999. Disponível em: http://www2.fct.unesp.br/docentes/geo/magaldi/GEO_ECONOMICA_2019/dicionario-de-economia-sandroni.pdf. Acesso em: 26 ago. 2024."@pt-br ;
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  skos:scopeNote """[NE03] Todos os tipos de poder de mercado são elementos de poder econômico, incluindo eventuais efeitos negativos na sociedade.
[REF] Fonte: https://www.tu-ilmenau.de/fileadmin/Bereiche/WM/wth/Diskussionspapier_Nr._189.pdf"""@pt-br, """[NE02] O poder econômico, tradicionalmente pode ser adquirido de forma natural ou de forma artificial. Na forma natural, a aquisição de poder econômico ocorre quando há conquista de consumidores por sua própria eficiência, pela qualidade dos bens e serviços ofertados, pela utilização do instrumental de marketing de forma eficiente. A forma artificial ocorre pela realização de atos que levam a concentração econômica.
[REF] Fonte: https://revistas.anchieta.br/index.php/Revistanalise/article/view/459/395"""@pt-br, """[NE01] O poder econômico, por si só, não é considerado ilegal, mas quando uma empresa ou grupo de empresas abusa desse poder adotando uma conduta que fere a livre concorrência, a prática configura-se em abuso de poder econômico. Esse abuso não está limitado a um conjunto restrito de práticas específicas, uma vez que a análise sobre a possibilidade de uma conduta causar dano à concorrência é complexa e são muitos os fatores analisados para que se possa caracterizar determinada prática como abuso. 
[REF] CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. Cartilha do CADE. Brasília: Cade, 2016. Disponível em: https://cdn.cade.gov.br/Portal/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/cartilha-do-cade.pdf. Acesso em: 12 jun. 2024."""@pt-br, """[NE04] O poder econômico deveria, segundo a ordem constitucional, ser utilizado respeitando-se os princípios elencados pelo artigo 170 da Lei Maior, dentre os quais destacamos os de cunho eminentemente social: função social da propriedade, defesa do consumidor, do meio ambiente, redução das desigualdades regionais e sociais, busca do pleno emprego e tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte.
[REF] Fonte: CASTRO, R. M. A repressão ao abuso de poder econômico em face da reforma. Pág 66"""@pt-br ;
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  skos:editorialNote """[DEF] Formas de dominação e influência socialmente exercidas por indivíduos ou grupos possuidores de grandes recursos econômicos. Esse poder é praticado tanto no plano dos mecanismos de mercado (eliminação de concorrentes, controle de fontes de matérias-primas, imposição de preços e produtos ao consumidor) como no plano político, por meio do direcionamento dos negócios do Estado, tendo em vista os interesses de pessoas ou empresas. O termo aplica-se também a um país ou grupo de países que comumente exerçam um papel de supremacia na economia mundial. Nas condições do neocapitalismo, o poder econômico está ligado à ação dos monopólios transnacionais ou ao papel do Estado como um dos principais donos dos meios de produção e de serviços por força de uma política de nacionalizações e intervencionismo. Fonte: Sandroni {p. 476}

O poder econômico - capacidade de certa empresa em influir em determinado mercado - normalmente surge de maneira espontânea e paulatina, por crescimento interno, em virtude da qualidade de seus produtos ou serviços, de seu marketing e de sua administração, em suma, por um conjunto de meios eficientes acumulados por determinada empresa. Contudo, esse poder pode surgir mediante o ato jurídico de integração de empresas, por meio de um ato de concentração. Nesse caso, consoante lição de Dutra (1996, p. 1), a concentração do poder econômico é "soma de poder resultante de um ato jurídico de integração", não sendo, portanto, estritamente capitais que se somam. A preocupação do direito concorrencial cifra-se em perquirir se os efeitos derivados de determinado ato de concentração serão ou não maléficos ao mercado relevante. Assim, há atos de concentração que levam à concentração do poder econômico outros que não. A experiência comprova que há atos de concentração que reúnem tamanha soma de poder que, muito provavelmente, redundarão em abuso do poder econômico ou no desestímulo de novos concorrentes. PAN 11

Define-se  poder  econômico  como  a  capacidade  dada  a um  determinado  agente econômico, pertencente a um setor específico da economia, de autonomia e independência em relação  aos  seus  concorrentes  e  a  capacidade  de  determinar  preços  e  a  sua  capacidade  de excluir concorrentes. 
O poder econômico, tradicionalmente pode ser adquirido de forma natural ou de forma artificial.  Na  forma  natural,  a  aquisição  de  poder econômico  ocorre  quando  há  conquista  de consumidores  por  sua  própria  eficiência,  pela  qualidade  dos  bens  e  serviços  ofertados,  pela utilização  do  instrumental  de  marketing  de  forma  eficiente.  A  forma  artificial  ocorre  pela realização de atos que levam a concentração econômica. 
Discute-se se a concentração do poder econômico pode ser utilizada para beneficiar ou prejudicar  os  interesses  sociais.  É  verdade  que  uma  empresa  detentora  de  poder  econômico, em   tese   pode   ter   mais   condições   e   quase   sempre   tem,   de   investir   em   pesquisa   e desenvolvimento de novas tecnologias e que poderia contribuir para elevação da qualidade de vida da população. Mas  fato  é  que  quase  sempre  o  poder  econômico  é  exercido  visando  a  prática  de maiores  preços  no  mercado  propiciando  uma  maior  transferência  arbitrária  de  renda  do consumidor para o produtor, possibilitando, ainda, a sua interferência nas quantidades de bens e serviços ofertados. 
Fonte: https://revistas.anchieta.br/index.php/Revistanalise/article/view/459/395

O poder econômico deveria, segundo a ordem constitucional, ser utilizado respeitando-se os princípios elencados pelo artigo 170 da Lei Maior, dentre os quais destacamos os de cunho eminentemente social: função social da propriedade, defesa do consumidor, do meio ambiente, redução das desigualdades regionais e sociais, busca do pleno emprego e tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte. Esses princípios econômico-sociais, porém, ficaram sufocados pela prevalência dos valores capitalistas, os quais propiciaram o abuso e não o uso do poder econômico.  Fonte: CASTRO, R. M. A repressão ao abuso de poder econômico em face da reforma. Pág 66

O conceito de “poder econômico” é multifacetado e refere-se amplamente à capacidade de um indivíduo, grupo ou instituição de influenciar os resultados econômicos a seu favor. Embora o poder de mercado, definido como a capacidade de influenciar os preços, seja a forma mais familiar de poder econômico, ele também engloba o poder de moldar regras, condições e instituições de mercado (Galbraith, 2008; Piketty, 2017). Em muitos casos, o poder econômico se traduz em poder político, pois aqueles com recursos abundantes podem moldar políticas e marcos legais a seu favor, solidificando ainda mais seu domínio econômico (Gilens; Page, 2014). Fonte: CASTRO, R. M. A repressão ao abuso de poder econômico em face da reforma. Pág 66

Economic power is harder to delineate than market power, which has sets of analytic tools which economists readily use to discern its extent. Of course, market power is hard to measure as well, and scores of antitrust lawyers thrive on the difficulties of defining markets and estimating demand. Still, economic power is more difficult to define and more prone to arguments about appropriate measurement proxies. These difficulties, and their influence on enforcement policy, affect the policy question of whether antitrust agencies can and should address economic power, to be discussed in section ‘Antitrust agencies as agents of change’ below. Here, though, I assume for sake of argument that economic power is the ability to use business size and multi-market dominance to motivate submission by parties needing to stay on good terms with ‘the big guy’.

All types of market power are elements of economic power, which is also associated with negative effects on society.
https://www.tu-ilmenau.de/fileadmin/Bereiche/WM/wth/Diskussionspapier_Nr._189.pdf

Poder de mercado é a capacidade de uma empresa alterar unilateralmente — ou um grupo de empresas alterar coordenadamente — as condições de mercado.

[DEF1] Situação em que uma empresa ou grupo de empresas for capaz de alterar unilateral ou coordenadamente as condições de mercado ou quando controlar 20% (vinte por cento) ou mais do mercado relevante. (Posição dominante)

O poder econômico e as formas jurídicas para tentar combatê-lo ou contê-lo são desafiantes. Conforme afirmamos em outra  oportunidade “poder econômico e o poder político guardam entre si relação de retroalimentação, da qual a sociedade não se beneficia naturalmente, ou por inércia. Monopólio e oligopólios são estruturas dotadas de poder econômico, sendo fato inconteste que os casos históricos aqui mencionados denotam uma estreita relação entre o poder econômico e o poder político.
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  skos:definition "Poder econômico refere-se às formas de dominação e influência — sociais, econômicas e políticas — exercidas por agentes econômicos detentores de grandes recursos econômicos em determinado mercado."@pt-br .

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